E se eu pudesse descrever todas as formas que eu tenho de te olhar, todas as formas que eu tenho de te amar.

Se tudo que eu escrevo é para ti, porque não me notas, porque não me escolhe, porque não me chama.

Os dias passam demais, as vezes de menos, que chega a demorar para sentir o seu.

E se as noites são curtas, eu vejo a primavera aproximar dos olhos teus.

Se não é físico eu crio, eu ignoro, mas não consigo não dançar.

As melodias que te chamam, cantadas por teu som, são pesadelos sóbrios de uma noite de amor.

E toda vez que eu penso que deixei ferida, que será partida, sei que me enganei.

Anseio o dia dessa noite louca, que deixei na porta, quando te encontrei.

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